Alguns bilhetes na geladeira. Cartas no criado mudo, esquecida pelos correios, e que nunca serão enviadas. Uma biblioteca, três dias de sono e um quarto pra arrumar. É uma bagunça, tudo distorcido.
3beijos da Isa ;*

sábado, 19 de janeiro de 2013



Desculpe amor, mas ate as palavras se confundiram em meio a minha confusão interna.
Desculpe amor, se minha boca não consegue lhe dizer o que o coração quer.
Desculpe amor, se minhas pernas estão me levando pra longe.
Desculpe amor, mas não posso mais ficar com meu coração no seu peito.
Desculpe amor, esse meu jeito assim com tais defeitos.
Desculpe amor  e não se culpe. Só me desculpe.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Querida Maria,

Há muito tempo vivemos nesse pequeno iô-iô. Você indo e, eu, voltando pra você. E a pouco tempo, isso vem me incomodando. Sabe, é ruim você um dia acordar e perceber que é um brinquedo de rodinha com uma corda presa no dedo de uma pessoa. E  pior ainda, é perceber que sempre que você me chamava eu ia. Quanta ingenuidade, ou era amor? Não sei. A única coisa que sei, é que hoje ao acordar, me lembrei de você e, querida, confesso que  já  tive pensamentos melhores a seu respeito. Então por isso, resolvi lhe escrever.  Essa carta não vai chegar ate você, assim como as outras. Entretanto, eu precisa falar , ops, escrever. Querida, há dois dias está chovendo sem parar, uma chuva tão boa, acompanhada de um frio agradável e um pouco de café. Coloquei Beirut pra mim ouvir enquanto lhe escrevo. Acho que por ser uma das poucas bandas que nunca ouvimos juntas, o que é melhor pois, assim, consigo me livrar de você de certa forma, o que hoje me agradou bastante. Sabe, estive me lembrando de quando eu era criança, e de uma vez que a cordinha do meu iô-iô arrebentou  de tanto joga-lo. Querida, desculpe mas está chovendo, fazendo frio, aqui tem café, Beirut e Los Hermanos. Não vou voltar mais. Acho que nossa cordinha se soltou do seu dedo. Adeus, ou não. Até porque, talvez seja culpa de Deus a minha não volta, ele pode esta com pena dos meus arranhados, que sua alma fez na minha. Com amor, paz, tranquilidade e café, lhe desejo uma ótima caminhada sem mim, estou virando a esquerda, só pra variar um pouquinho.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Havia um texto gigantesco em meus olhos, o qual não consegui verbalizar. Saíram apenas três palavras de minha boca - está tudo bem, está tudo bem-  e repeti com tanta veracidade, que por segundos enganei a mim mesma. Minutos depois, aquele texto não verbalizado se desfez em lágrimas.