Alguns bilhetes na geladeira. Cartas no criado mudo, esquecida pelos correios, e que nunca serão enviadas. Uma biblioteca, três dias de sono e um quarto pra arrumar. É uma bagunça, tudo distorcido.
3beijos da Isa ;*

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Encontrei-me em você, e cheguei a uma conclusão: estou perdida.


Isabella Rodrigues.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Cartas para o papai Noel.

Olá querido bom velhinho, se é que posso lhe chamar assim. Sei que nessa altura do campeonato o senhor não anda recebendo mais cartas, pois, estas foram trocadas por e-mail quem sabe. Mas, digamos que eu seja uma pessoa meio antiga de mais para me adequar aos tempos modernos. Bom, tenho pensado e analisado tudo a minha volta, e por esse motivo resolvi lhe escrever, sabe papai Noel, em minha infância dizia-se que podíamos pedir qualquer coisa há você como presente, desde que fossemos crianças de bom grado o ano inteiro. Sempre acreditei muito nisso, e lhe escrevia todos os anos pedindo-lhe presentes e mais presentes. Eu os recebia claro, mas ficava sem entender muito bem o porquê de ter tanto esforço durante o ano que se passou, se o Zezinho da casa ao lado, era um menino muito mal educado, não fazia esforço nenhum e ganhava presentes também. Não que eu ficasse triste com isso, não, muito pelo contrario, eu me alegrava. Pensava comigo, é realmente papai Noel ama todas as crianças, não deixa ninguém ficar triste. E cada vez que eu pensava isso mais orgulhosa de você eu ficava. Com o passar dos anos eu cresci, minha mãe veio com uma historinha de que o senhor não viria mais, pois eu já estava bem crescidinha pra receber suas visitas. No começo eu fiquei triste, mais com o tempo me acostumei. Hoje papai Noel, depois de anos sem me comunicar com você, resolvi lhe contar o que me aconteceu nesse período, é meio monótono, chato e talvez ate um pouco triste, mais é o que aconteceu. As coisas por aqui, querido, não estão muito boas, ta tudo muito desajustado, faltando peças, essas coisas sabe? De vez em quando eu sinto falta da época em que recebia suas visitas, as coisas eram mais fáceis, ou pelo menos pareciam. Era, digamos, menos complicado de acreditar. Sinto saudades de você querido Noel, sabe embora eu esteja grandinha, ainda acredito em você, e gostaria que as pessoas acreditassem também. Temo que daqui a uns 20 anos, essa coisa de lhe escrever se perca pelo caminho, e que você suma da memória de pessoas que não sabem mais como é bom ser criança e ter a simplicidade de acreditar em você. Olha, já estou escrevendo de mais e não quero parecer muito chata e velha, por isso pararei essa carta por aqui. Mande um beijo pras renas, que o senhor se cuide, e, ei não esquece de aparecer nesse natal ta? Nos meus sonhos, quem sabe. Dormirei te esperando.
Abraços. Espero sua visita.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Apenas um desabafo desajustado.


No inicio você pensa que será fácil esquecê-lo, assim como foi fácil esquecer os outros. Os dias se passam e você sente saudades. Preciso manter o controle – é o seu primeiro pensamento. Horas mais tarde você começa a se lembrar compulsivamente dele, e tudo que lhe rodeia parecem ser as presenças imaginarias dele. Você sente o perfume, ouve a voz, e em um súbito momento de desespero você chora. Você fica louca. Entra em desespero total. É quando de repente o telefone toca, e em um suspiro você atende. É ele. Seu coração dispara, sua respiração fica ofegante, sua mente traz as melhores lembranças. Ficam conversando por horas, ate que ele resolve desligar, e antes de desligar diz – me caso na semana que vem.
Lagrimas rolam em sua face, falta-lhe ar, o coração por segundo para. Por que fizeras isso? Por que tinhas que ligar? Só para fazer-la sofrer mais? E por segundos – que mais se pareceu longas horas – volta ao estado normal, e com uma voz súbita diz – adeus meu amor, seja feliz. E por favor, não me ligues mais, preciso sobreviver.
"Que seja bonito o nosso fim, assim como foi o nosso começo, e que esse fim demore a chegar para que eu aproveite o meio com você."

Isabella Rodrigues.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um telefonema para alguém que você ama.

Olha, eu só queria te dizer algumas coisas, não sei como começar algo que só aconteceu em minha mente, ou quem sabe aconteceu de verdade, é eu sei é meio confuso de entender, não por favor não desligue agora que tomei coragem de falar, me dê essa chance prometo não me demorar muito é rapidinho por favor, quero só que saiba como me sinto, se é que sinto ainda. Não, o que sentia ou sinto não passou, é complicado não sei explicar, por favor, não me peça para explicar eu não sei como fazê-lo. Você sabe nunca fui bom com as palavras. Mas então, o que eu queria falar-lhe era como posso dizer, hum... aquelas coisas sabe, não você não sabe, mas eu sei, e quero compartilha-lás com você, ai meu Deus ta vendo, estou sem coragem novamente de dizer, mas calma eu consigo eu sei que vou conseguir. Lembra eu sempre me enrolava quando tinha que lhe contar algo muito importante, e você ria de mim, por que eu gaguejava, me desesperava todo e começava a rir como um louco desvairado, perdido no desespero, não, você não lembra não estava lá para se lembrar. Não, eu não to mudando de assunto, calma eu vou falar, mas antes queria lembrar-te de uma coisa que nunca esqueci, é uma coisa tão simples, é eu sei você já deve estar sem paciência, mas não desligue, prometo não ligar outra vez, é só essa, a ultima. Mas o que eu estava falando era de algo muito simples, uma coisa que, vezenquando vem me atormentar, e bom, eu sinto tanta falta daquilo, era tão mágico e simples, era, era, era, era algo que eu criei, sim eu criei, mas parecia tão real, sabe quando você cria alguma coisa, pra você é real. Não, não pra você digo, pra mim. Olha, tenho que desligar agora, meu tempo esta acabando, mas antes tenho que lhe contar uma coisa, é uma coisa importante, uma coisa minha pra você, por favor, não vá me odiar, mas a verdade é que eu sempre soube bom, às vezes eu sabia, outra vez não. Apenas fingia saber, por dentro, para não deixar que você soubesse antes do tempo, talvez esse tempo tenha já se esvaído, mas, isso não importa muito agora. Tudo bem, vou desligar agora, e antes que eu me esqueça, lembre-se, eu te amo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Carta para mim.


E ai vai o meu recado para você: Seja feliz!
É garota, vai lá ser feliz, chega de chorar, de correr atrás, de se perder procurando por uma coisa que você sabe muito bem o que é, e que não vai conseguir. Pare de procurar e se deixe ser encontrada, saiba que você não merece sofrer por uma coisa que já passou. Aprenda, passou se foi. É difícil, mas passou, não vale a pena ficar se lamentando, pelo contrário mostre que você pode ser feliz e vá, saibas que vou está sempre com você pra de ajudar a esquecer e a superar tudo. Grande abraço do seu amigo, Tempo
Algo para contar.


Hoje o dia passou numa lentidão tão rápida que ate estranhei um pouco, bom não costumo ficar observando o tempo passar, mas hoje o dia estava tão vazio, não o dia, mas eu estava vazia, sim vazia:
vaz - ia
Vá – ia.
Embora eu não estivesse pronta para ir a lugar nenhum, tive que sair dali, daquele lugar onde friamente eu sentia o calor das pessoas, não sei por que mas parecia tão impossível me aquecer ali. Enfim sai de lá. Cheguei a algum lugar, não me lembro muito bem onde eu estava, nem de onde sai, nem aonde eu cheguei, só sei que estava lá. Começou uma chuva fina, algo muito calmo, totalmente diferente do que está acontecendo aqui dentro, fiquei observando-a, aos poucos foi ficando intensa e cada vez mais agressiva, o vento forte invadia minhas narinas. Mas por incrível que pareça não estava com frio, talvez estivesse, mas o frio de dentro era maior e aquecia o frio externo. Você compreende? Aquele lugar, que não sei onde era me deixou um pouco anestesiada, quero dizer, não sei se foi o lugar ou se foi à chuva, ou se foi à dor que estava me corroendo por dentro a ponto de não deixar-me sentir mais nada. Sei lá, é meio confuso, mais acho que você consegue entender, ou não? Ah, essa dor que sinto aqui por dentro esta me dilacerando.
E embora doa muito, é a única coisa que me faz companhia, acho que já faz parte de mim não sei bem. Sei que voltei para casa, para meu quarto, para meu mundo, para minha cama. A chuva, essa passou. O vento, esse cessou sua fúria. A dor? Essa continua como se tivesse acabado de chegar. Dormiu.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Carta para o seu amor [2]

Bom, é como eu fosse escrever pra você ler, sei que não é, mas quero lhe escrever.

Contar pra você como eu fico longe de ti às vezes, quase sempre, quase nunca, quase talvez, quase às vezes, eu me sinto assim. Parece que algo falta, não sei bem o que é, mas me faz falta, é bom, é ruim, é gostoso, é dilacerador, é falta. Sim é falta, de conversar, de rir, de brincar, de falar serio, de te beijar, te falar mal, ficar com raiva de você, só pra ficar mais gostoso o nosso beijo. Sabe te detesto tanto, detesto quando você esta perto, detesto quando você esta longe, quando você me faz perder o cigarro entre meus dedos, ou quando me faz chorar sabendo que eu não gosto de chorar na frente de pessoas comuns. Sim eu detesto não saber como você está, olhar para o celular e não ver nenhuma mensagem sua, nem mesmo como resposta de alguma que eu mesma te mandei, bom, enfim, eu detesto você por completo, pela metade, pelo meio, pelos pés. Odeio quando você tenta roubar minha atenção ou quando tem ela toda pra você, odeio sua risada ao mesmo tempo em que amo o jeito que você sorri, detesto quando você está certo, sim eu odeio sua sinceridade, da mesma maneira em que eu não suporto suas mentiras, não gosto quando você me abraça, porém não quero você longe de mim. Sim, eu não suporto você, eu detesto você, eu odeio você, eu, somente eu, quero continuar assim, procurando maneiras de detestá-lo só por não conseguir detestar você tanto assim.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Carta para um desconhecido.

Querido desconhecido.

Olá, tudo bem? Como estão as coisas por ai? A espero que esteja tudo bem, sabe por aqui está tudo tão, tão na mesma. O tempo está chuvoso e frio, às horas estão se arrastando a cada dia que se passa, e uma falta enorme de coisas que se foram me consome a cada minuto. Pensei em lhe escrever, pois, há certo tempo, estava pensando em você, como você é, e, o seu nome quantas letras deverá de ter, você gosta de chocolates ou prefere cerejas, será que costumas ir ao cinema em noites de sextas feira? Sabe essas coisas que, ultimamente, não tenho a quem perguntar. É caro amigo, tenho andado muito só, tão só que a minha volta só tem gente. Também tenho amado tanto, mas, esse amor está entrando em plena escassez, pois, não há para quem entregá-lo. As coisas estão se complicando cada vez mais por aqui, e agradeço todos os dias por você estar por ai, quem sabe assim você não esteja mais feliz. Sinto saudades de você também, eu sei é recente para lhe dizer isso, mas, sim eu queria te encontrar andando nas ruas em lugares que talvez eu nunca esteja. É estranho, mas, que seja afinal você também é totalmente estranho para mim, assim como eu sou para você e para todas as outras pessoas que me cercam todos os dias. Bom, acho que estou começando a falar muita coisa, não quero lhe fazer perder a paciência comigo, não agora digo. Quero lhe escrever mais, contar tudo caso as coisas por aqui mude, ou caso a tempestade dê uma trégua. Espero receber respostas, mesmo que só diga que está tudo bem, e que nunca me encontrará sentada no banco de uma pequena praça lendo um livro qualquer para passar mais uma tarde nublada. Desejo toda a felicidade para você, e que você encontre alguém para amar, e que esse alguém lhe retribua amor, caso não seja assim, vire as cosas e vá embora, não dê amor a alguém que lhe devolverá dor. Espero que um dia queira saber onde está à felicidade, por favor, não me procure, não nesses casos, pois eu também não descobri seu pequeno esconderijo. Bom, caro amigo espero sozinha o dia de lhe conhecer, e sentar com você para tomar sorvete e dizer que sou apenas uma desconhecida procurando um desconhecido para conhecer. Durma, se à realidade um dia venha lhe parecer um pesadelo. Abraços, de alguém que vive do outro lado de você.

Carta para o seu amor.

Querido, amor.

Estou escrevendo mais uma carta, e desta vez é para você. Sim uma carta para você. Digo pra você por que, estou te lembrando enquanto escrevo. É estranho dizer que estou lembrando de você, essa palavra - lembrança- sai tão baixa, e vaga, não pelo seu contexto, pois, em seu conteúdo é cheia e grande, mas digo, em seu modo de colocação, só se lembra de coisas que vagamente se esquece mesmo que, por meros e vagos segundos de ar, e por mais que seja uma coisa incompreensível, ou talvez alguém até compreenda, eu não consigo esquecer você, e enquanto escrevo isso, significa que, não estou te esquecendo, já estou acostumada a isso, pois te esquecer é tão raro, que ate te esquecendo consigo me lembrar vagamente de você. Não, vagamente não. Mas, compulsivamente sim. Querido, talvez essa carta não chegue a suas belas mãos, mas saiba que ela existiu, e o seu pouco conteúdo talvez tenha sido tão ralo, e triste, e frio, e inútil, e vago. Gosto dessa palavra - vago - pois é exatamente como me defino agora, depois de ver você indo embora. Não penses que foi culpa sua, muito menos sinta compaixão por mim. Não é essa a reação que espero de você. Para ser sincera não espero nada mais de você, só estou mesmo lhe escrevendo para dizer que foi bom ter lhe conhecido, e convivido com você, que está tudo bem por aqui, e que às vezes penso em lhe procurar, mesmo que seja para ver-lhe o rosto de longe e turvo. Acho que, para acalmar meu coração que embora escuro, e apertado, e agora, mais que antes, frio, ainda bate compulsivamente ao ouvir seu nome ser pronunciado. Mas querido, não lhe quero de volta. Fui mais do que feliz o tempo em que passei contigo, e lhe agradeço todos os dias em meus pensamentos, porém, ter-te de volta em meus braços pernas, e olhos, haveria de ser outro suicídio, que, não pretendo, não posso, não devo, e não quero cometer contra meus lábios, olhos, pernas e meus pés. Acho que já basta à frieza que, ou ver você partindo acomodou-se em uma parte do meu coração, e sinto cada dia mais, que esta se alastrando ate tomar conta de todo o meu corpo, de todo o meu eu. Nada faço nada para deter-la, não há sentindo algum em deter uma coisa que talvez seja melhor deixar crescer aos poucos. Sinto que cada segundo que se passa, paro um pouco mais de sentir. Querido, amo-te e sempre amar-te-ei, mas, importância nenhuma isso há de ter agora. Adeus, e saiba que não espero uma resposta sua.

Manhã de domingo.

Sábados, sábados, sábados, e não, domingos não. Segundas? Não sei. Talvez terças, quartas e quintas, sextas é pode ser. Mas sábados são sábados, sim sábados quaisquer, talvez de frio, calor, nublado, ou ate mesmo, sem nada. Sábados normais. Sabe aqueles sem nada pra fazer, que você acorda cedo, senta na cama olha em volta de si e deita de novo? É você sabe do que eu estou falando, é desses típicos sábados. Lembra aqueles em que você estava aqui? Pois é, eram os meus preferidos, acordávamos de manhã e íamos à padaria, e bom não sei se você se lembra, mas, ao invés de comprar pão, comprávamos sorvete de chocolate, era uma delicia claro eu preferia pão, mas você dizia que comer pão em manhãs de sábados era coisa de pessoas velhas, sim era com essas palavras que você dizia eu me lembro perfeitamente. E riamos. Riamos muito, por estar tomando sorvete de chocolate nas manhãs de sábados e não comendo pão, riamos mais ainda por ser sábado e não para fazer nada além de comer sorvete de chocolate em plena manhã. A como eu tenho saudades dessas manhãs de sábados quaisquer, em que sozinhos tomávamos sorvete e riamos. Depois íamos para a sacada, e ficávamos fazendo planos para o sábado a tarde, e sempre escolhíamos as mesmas coisas dos outros sábados, assistir filmes de comédia, que eram os seu preferidos, depois ficávamos nos olhando enquanto o filme passava na TV, nos abraçávamos e ficávamos ali, como se nada mais tivesse importância para nós, e realmente não tinha. Eu amava você e você me amava, assim parecia. Mas, foi em um desses sábados que você dormiu aqui e na manhã de domingo saiu sem falar tchau, sem tomar sorvete, sem rir, só deixando para trás um pequeno bilhete, com os seguintes dizeres: Eu amei você, nos sábados.